Por Lélis Félix Souza do Patos NotíciasA deputada estadual Lud Falcão (PODE) afirmou nesta quarta-feira (17/04) que a EPR Triângulo, administradora do trecho entre Patrocínio e Uberlândia, não está agindo de boa fé com os usuários da BR-365. A decisão judicial da última segunda-feira fixou prazo de 24h para que a empresa concluísse as obras de recuperação da pista, sob pena de suspensão do pedágio.
A decisão, no entanto, só surte efeitos após a empresa ser intimada. Mesmo diante de ampla divulgação, a empresa não se deu por notificada, se limitando apenas a emitir nota oficial sobre o assunto e furtando-se a voluntariamente prestar os esclarecimentos judiciais necessários, o que vem acarretando atraso no processo e dificuldades de atuação do Poder Judiciário.
“Anteontem, a Justiça acolheu a ação popular que eu e o senador Cleitinho protocolamos e determinou que a concessionária adote as medidas necessárias para cumprir sua obrigação.A empresa continua a dizer que os problemas foram causados pelas chuvas do fim de março e brinca de gato e rato com a Justiça. A situação na BR-365 é perigosa, com muitos buracos e riscos à segurança dos usuários”, destacou Ludimila Falcão.
A deputada comentou a questão ao analisar a demora excessiva da concessionária em responder ao questionamento da Justiça. Lud Falcão também lembrou que a EPR, ao agir assim, demonstra mais uma vez o descaso com que trata a população mineira. “Divulgar uma nota para informar que ainda não foi notificada pela Justiça e que tem atuado para garantir a segurança e a qualidade das rodovias nas quais opera é um absurdoescárnio”, disse Ludimila Falcão.
“Afirmei na segunda-feira que havia chegado a hora da empresa mostrar que tem responsabilidade com a população de Minas Gerais. E até agora ela não agiu da forma correta. As determinações da Justiça já foram publicadas por diversos órgãos de imprensa e são de conhecimento geral. Caso a concessionária estivesse realmente interessada em cumprir a decisão judicial, deveria comunicar a todos e acelerar a recuperação da rodovia. É isso que deve ser feito”, concluiu.















